As meninas de minha filha. Todas feitas manualmente, com lã natural nas roupas e em seu interior.
A que está mais a frente foi feita por minha filha, eu ajudei com "a cabeça": essa é tarefa das mães, orientar o que vai permear a cabeça desse ser, apenas a estrutura. Não tenho explicação racional de todas serem ruivas, cada uma nasceu num ano e sem contatos diretos, acho que é o parentesco!!!
Gosto muito do termo "mulherzinha", hoje estava pensando o quanto desqualificamos,tornamos pesados, temos o pior sentido de tantas palavras, não quero adjetivos.... hoje são usados como "guardanapos de papel": descartáveis em abundância.
Mulherzinha: aquele ser doce, feminino, com sorriso terno e olhar amoroso, que transita por todos os ambientes sem perder seu foco, que é presente sem pesar, que aconchega e aninha, que não precisa "provar nem mostrar"-seus dotes intelectuais e fisicos- pois sabe quem é o que quer, que pega em sua agulha com a mesma intensidade e intimidade que maneja uma faca afiada, que gera um ser com a mesma luz que cria um poema e pinta sua sala, que está dentro e fora de casa, que chora a dor da perda mas em seguida se renova com o que está porvir; dança e sorri com a chega da chuva, com a mudança da lua, aceita uma gentileza , constroi um lar, se preciso for maneja um martelo e corta os arames, nutre, encaminha .......... nossa, são tantas palavras e tantas poesias prá descrever o que há de belo no que deveria ser eterno.
Não é aquela "mulherzinha", mas sim a "mulherzinha"! Não é pequeno e feio, mas do tamanho real e belo.
Não sou só uma cabeça, mas tenho um coração e membros: superiores, que posso estender ao alto em súplica, agradecimento e reverência; a frente para acolher, aninhar, construir e me amparar e; inferiores, que me levam "onde meu querer" puder; juntos sou um ser, separados não sei quem sou.....
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domingo, 12 de setembro de 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Solidamente fluido
Acho lindo os trabalhos em ponto cruz, mas "nunca conseguia" terminar nenhum. Era um tédio espelhar e aqueles pontos pareciam não terminar.....
Este ano na escola Waldorf o trabalho da minha filha era este "a cruz". De coração aberto, logo na primeira semana de aula fiz uma proposta para profa de trabalhos manuais: ensine as mães!!!
Sou "cabeção", preciso entender racionalmente o que o meu coração e minha alma sabem....me apaixonei, consegui fazer o trabalho do começo ao fim....vários pequenos trabalhos.
De uma forma bem simples: da esquerda para direita do trabalho vamos "do pé ao ombro", as cores usadas de baixo para cima são do escuro para o claro: trazemos nossa alma ao corpo e vamos da terra ao céu. (Sorry, é bem simplista o que escrevo, mas acho que dá prá entender como fica diferente trabalhar assim, entendendo o que vai na alma)
Depois de "entendido" (o movimento no corpo, não a teoria!!!!), as crianças desenham um projeto e tentam colocar essa idéia no pano, como na foto: o agulheiro, o projeto no papel e metade da realização dele em ponto cruz, feito pelo meu pequeno tesouro; agora vem o espelhamento.
Este ano na escola Waldorf o trabalho da minha filha era este "a cruz". De coração aberto, logo na primeira semana de aula fiz uma proposta para profa de trabalhos manuais: ensine as mães!!!
Sou "cabeção", preciso entender racionalmente o que o meu coração e minha alma sabem....me apaixonei, consegui fazer o trabalho do começo ao fim....vários pequenos trabalhos.
De uma forma bem simples: da esquerda para direita do trabalho vamos "do pé ao ombro", as cores usadas de baixo para cima são do escuro para o claro: trazemos nossa alma ao corpo e vamos da terra ao céu. (Sorry, é bem simplista o que escrevo, mas acho que dá prá entender como fica diferente trabalhar assim, entendendo o que vai na alma)
Depois de "entendido" (o movimento no corpo, não a teoria!!!!), as crianças desenham um projeto e tentam colocar essa idéia no pano, como na foto: o agulheiro, o projeto no papel e metade da realização dele em ponto cruz, feito pelo meu pequeno tesouro; agora vem o espelhamento.
terça-feira, 15 de junho de 2010
Sobe a chama, sobe a chama....
A alma alegra-se com São João
Na educação Waldorf, este mês tem um significado todo especial Por Nina Veiga, mãe de Uli*
(...). O Anjo Gabriel ao anunciá-Lo já predisse:
"Alegria e regozijo te preencherão, muitos terão alegria por causa do teu nascimento".
O céu é tão lindo, a noite é tão boa. São João, São João, acende a fogueira do meu coração...
João alegra e aquece corações. Com nossos corações aquecidos, estamos prontos para um momento de interiorização. Dentro de nós, nesta época, devemos acender uma fogueira, devemos contemplar nosso céu interior. Buscar no brilho de nossas próprias estrelas, formadas pelas atitudes positivas que já tomamos e por antigas superações, a coragem para conquistar o propósito de nossas vidas. (...)São João é um alimento quente para a alma e não é necessário ser cristão ou religioso para se sentir isso. A própria natureza, assim como sua representação cultural, o folclore, nos ensina a principal lição de João: a alegria aquece o coração. A Educação Waldorf se utiliza desse potencial para fortalecer as capacidades cognitivas da criança de forma lúdica, intensa e amorosa.
(...)
Não é preciso ter filhos na escola Waldorf para exercitar a lição da época junina. O importante é o sentido que imprimimos ao que fazemos. A festa é a mesma, as comemorações são as mesmas, mas o sentido que damos a isso, por meio de nossa intenção e de nossos gestos, é que pode se diferenciar para que uma qualidade interior positiva e transformadora desabroche.
(...) “Sobe a chama, sobe a chama, mais alto, mais alto, ilumina, ilumina nossas vidas, nossas almas...”CONSULTORIA: * NINA VEIGA, MÃE DE ULI, É PSICOPEDAGOGA QUALIFICADA EM PEDAGOGIA WALDORF E PEDAGOGIA TERAPÊUTICA, É PROFESSORA UNIVERSITÁRIA EM PÓS GRADUAÇÕES E MINISTRA CURSOS, PALESTRAS E WORKSHOPS
Leia esta matéria na integra, acessando o link
http://www.revistapaisefilhos.com.br/na-alma
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sábado, 5 de junho de 2010
Sobre a Pedagogia e Ser
Flor do pé de alface, plantada na horta dos alunos do 3º ano.
Que delicada, nunca tinha visto....
"...As escolas Waldorf são totalmente livres do ponto de vista pedagógico, pertencendo em geral a uma associação beneficente sem fins lucrativos. Idealmente, a administração escolar é feita pelos próprios professores (...). Cada escola é independente da outra: o único que as une é o ideal de concretizar e aperfeiçoar a pedagogia de RSteiner, visando formar futuros adultos livres, com pensamento individual e criativo, com sensibilidade artística, social e para a natureza, bem como com energia para buscar livremente seus objetivos e cumprir os seus impulsos de realização em sua vida futura. O amor que os professores Waldorf devem desenvolver pelos seus alunos, e o conhecimento profundo que eles adquirem de cada aluno são outras características fundamentais da pedagogia.
..."
Apresentação do muito que aprenderam pra vida toda, prá preencher nossas almas e encher nossos olhos.... nossos diamantes brutos em lapidação......suave.....constante!
Acessem e conheçam a Pedagogia e a Antroposofia, leiam R Steiner e descubram o ser!!!
http://sab.org.br/pedag-wal/pedag.htm
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Mochilas, o trabalho segue
O dia passou alegre e cooperativamente.......e cai a noite!!!!
Aquele pedaço de couro- meio boi prá ser exata, agora já se mostra em nova "roupagem", conseguimos visualizar a mochila.
Nosso paciente "mestre" nos mostra como colar o fundo, agora o trabalho será em duplas.
......... E com o passar das horas o cansaço, as crianças nos acompanham, assim como a fome, mas não o desanimo!!!
Aquele pedaço de couro- meio boi prá ser exata, agora já se mostra em nova "roupagem", conseguimos visualizar a mochila.
Nosso paciente "mestre" nos mostra como colar o fundo, agora o trabalho será em duplas.
......... E com o passar das horas o cansaço, as crianças nos acompanham, assim como a fome, mas não o desanimo!!!
domingo, 14 de fevereiro de 2010
O Jardim das Bonecas
"Germinamos desejos da alma,
crescem os atos da vontade,
maturam os fruots da vida
(...)" Rudolf Steiner
Bonecas em tricô, confeccionadas em lã natural pelos alunos do terceiro ano da Escola Waldorf.
Não pelo fazer, mas pelo sentir que esses pequenos seres em formação entendem o mundo.
E vc entende o mundo pelo quê???
crescem os atos da vontade,
maturam os fruots da vida
(...)" Rudolf Steiner
Bonecas em tricô, confeccionadas em lã natural pelos alunos do terceiro ano da Escola Waldorf.
Não pelo fazer, mas pelo sentir que esses pequenos seres em formação entendem o mundo.
E vc entende o mundo pelo quê???
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quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Pelas Próprias Mãos
Tijolos!!! Sim, tijolos feitos pelas mãos de alunos e pais do terceiro ano da sala de minha filha.
O melhor, em breve "eles serão" o forno que assará o pão feito com o trigo que eles plantaram, colheram e estão debulhando.
"(...)Vamos precisar de todo mundo. Um mais um é sempre mais que dois. Pra melhor juntar as nossas forças. É só repartir melhor o pão. Recriar o paraíso agora. Para merecer quem vem depois. Deixa nascer o amor. Deixa fluir o amor(...)" O sal da terra - Beto Guedes/Ronaldo Bastos
sábado, 15 de agosto de 2009
Lousa Waldorf
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